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Diversificação redefine exportações agrícolas em 2025

Em 2025, a China respondeu por 18,7% das exportações norte-americanas


Em 2025, a China respondeu por 18,7% das exportações norte-americanas Em 2025, a China respondeu por 18,7% das exportações norte-americanas - Foto: Foto: Portos RS

A dinâmica das exportações agrícolas dos Estados Unidos em 2025 evidencia mudanças relevantes na distribuição dos mercados compradores, especialmente no complexo da soja. Dados analisados pelo Purdue Center for Commercial Agriculture mostram que, embora a China siga como um destino importante, a composição das vendas externas tornou-se mais diversificada, reduzindo a dependência de um único comprador.

Em 2025, a China respondeu por 18,7% das exportações norte-americanas de soja, participação inferior à fatia combinada de outros mercados. A União Europeia, considerada em bloco, absorveu 12,9% do volume, enquanto o México representou 12,6% e o Egito ficou com 10,2%. Países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Japão, também tiveram peso relevante, com 5,0% e 5,4%, respectivamente. Espanha, Alemanha, Países Baixos e Taiwan aparecem com parcelas menores, mas consistentes, reforçando a pulverização dos destinos. O grupo classificado como resto do mundo concentrou 21,6% das vendas, o maior percentual individual da distribuição.

Esse cenário ocorre em um contexto de retração do volume total exportado de soja, associada à redução da demanda chinesa. Ainda assim, a presença mais ampla de compradores na Europa, no Sudeste Asiático e no Norte da África contribuiu para amortecer uma queda mais acentuada nas exportações. A leitura dos dados sugere que a diversificação geográfica funcionou como um fator de estabilidade para o setor.

No caso do milho, o movimento foi distinto ao longo de 2025. As exportações avançaram impulsionadas pela entrada e consolidação de novos mercados, mesmo com a redução das compras por parte de clientes tradicionais. O contraste entre as duas culturas reforça a importância estratégica de ampliar e consolidar destinos, não apenas como mecanismo de proteção, mas também como vetor de crescimento no comércio agrícola internacional.
 

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